Porcupine Tree – The Incident

CD 1:

1. “The Incident”

  • I. “Occam’s Razor”
  • II. “The Blind House”
  • III. “Great Expectations”
  • IV. “Kneel and Disconnect”
  • V. “Drawing the Line”
  • VI. “The Incident”
  • VII. “Your Unpleasant Family”
  • VIII. “Yellow Windows of the Evening Train”
  • IX. “Time Flies”
  • X. “Degree Zero of Liberty”
  • XI. “Octane Twisted”
  • XII. “The Séance”
  • XIII. “Circle of Manias”
  • XIV. “I Drive the Hearse”

55:15

  • 1:55
  • 5:47
  • 1:26
  • 2:03
  • 4:43
  • 5:20
  • 1:48
  • 2:00
  • 11:40
  • 1:45
  • 5:03
  • 2:39
  • 2:18
  • 6:41

CD 2:

1. “Flicker” 3:32
2. “Bonnie the Cat” 5:45
3. “Black Dahlia” 3:40
4. “Remember Me Lover” 7:28

O ambiente se dá em uma viagem conduzida por um automóvel que trafega calmamente por uma auto-estrada durante um final de semana pelo interior da Inglaterra. Em meio à vasta vegetação típica a se correr em highways, feixes de luz vermelha são disparados recordando a iluminação de um farol abandonado. Ambulâncias e policiais parecem surgir meio ao horizonte enquanto o trânsito é mantido em um caminho alternativo. Em meio ao acontecimento, uma placa cromatizada em listras amarelas e pretas informa: “The Incident”. O carro em questão era conduzido pelo cérebro do Porcupine Tree, Steven Wilson, que, analisando cuidadosamente a situação a qual viveu, passou a escrever e compor instrumentalmente o décimo álbum da carreira da banda cujo título já foi mencionado pela placa que simbolizava o acidente na estrada.
Logicamente o fruto concebido por essa árvore tornou-se melancólico e fundido a passagens agressivas na guitarra, confirmando a citação do próprio Steven de que “o nome do álbum – O Incidente – é uma palavra que remete a algo destrutivo e traumático para as pessoas envolvidas”. Mas, talvez não fosse de se esperar que “The Incident” fosse tão inspirador ao ponto de produzir dois CDS, cuja primeira parte possui apenas uma faixa, a qual recebe o nome do álbum, que conta com incríveis cinquenta e cinco minutos de duração. Canção essa que é dividida em quatorze partes, e conta a lúgubre história citada e vivida pelo coração da banda, dando margem então à taxação de “álbum conceitual”, ou em outras palavras, de um tema único.

A influência não foi apenas temática, mas também sonora. Basicamente tudo que essa gravação transmite já foi apreciado, pois é uma mistura do rock alternativo dos também ingleses do Oceansize, do melodramático indie rock do Cool Hand Luke, das tendências suicidas do Radiohead com pitadas do space rock do histórico Pink Floyd dos anos 70. Por sinal, “Time Flies”, a mais longa e cativante faixa do álbum, foi indiscutivelmente influenciada pelos britânicos do Pink Floyd, já que sua introdução recorda a canção “Dogs” do álbum “Animals”, o desenvolvimento, “Atom Heart Mother” da gravação de mesmo título, e a letra, remete ao mesmo tema de “Time” do CD “Dark Side of the Moon”. As partes “Occam’s Razor”, “The Blind House” e “Degree Zero of Liberty” são menos marcantes que a canção “As the Smoke Clears” do Oceansize, apesar de serem bastante parecidas. Pode-se perceber também que entre as partes mais agressivas como “The Blind House”, “Drawing the Line”, “Degree Zero of Liberty” e “Circle of Manias”, excelentes passagens de violão acústico e vocalizações marcantes são produzidas, com ênfase à que termina a música, “I Drive the Hearse”. A influência do Indie Rock também aparece em “Great Expectations” e “Drawing the Line” com refrões tipicamente britânicos e animados. A única passagem que pode ser conduzida ao termo “progressivo” é a de número onze, “Octane Twisted”, com pesadas guitarras e mudanças de ritmo constantes.

O segundo CD, de apenas vinte minutos de duração, manifesta quatro faixas e difere levemente da linha executada pela “mega canção” anterior, já que conta com atributos eletrônicos e uma temática mais leve nas letras. O destaque do CD de número dois é a bela “Black Dahlia”, pois é completa enquanto música, já que possui belas melodias, passagens com violão e aparece após os eletrônicos marcantes em “Bonnie the Cat”.

Talvez “The Incident” não seja um álbum original, ou não venha a agradar a todos os fãs da banda. Mas sem dúvidas é extremamente bem feito, e o seu caratér melancólico é realmente impressionante, fazendo com que seja extremamente válida sua audição porque, como alguns dizem: “as músicas mais tristes também são as mais bonitas”.

Para acessar o myspace da banda, clique AQUI.
Para fazer o download do álbum via torrent, clique AQUI.

Por Italo Lins

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s