Super Size Me

Sinopse:

A obesidade – inclusive a níveis mórbidos – vem aumentando notavelmente em todos os países do mundo. O que é uma ironia tremenda, já que ainda temos milhões de pessoas em estado crítico de subnutrição até nas maiores cidades das nações desenvolvidas. Entretanto, o que realmente Super Size Me tenciona abordar não é a desigualdade na distribuição financeira ou alimentícia, mas as dietas desreguladas, principalmente as que são causadas pelos tão populares fast foods.
Super Size Me é um documentário – na verdade, uma missão – escrito, dirigido e representado por Morgan Spurlock, que, inspirado no crescimento da obesidade (principalmente nos Estados Unidos), resolveu enfrentar uma dieta baseada no cardápio da Mc Donald’s durante um mês. Isso mesmo, hambúrgeres, batatas fritas, milk shakes e coca colas três vezes ao dia durante quatro semanas.
Entre o espantoso aumento de 11 quilos (de 84,1 kg para 95,5 kg), vômitos, princípio de impotencia sexual e sintomas de depressão causados pela dieta de 5000 k/calorias diárias (o dobro do necessário) recheadas de açúcar, gordura e fritura, Morgan tenta provar quão irregular e prejudicial à saúde é nossa alimentação.

E ele vai além, fazendo uma grande crítica às temáticas do marketing dos fast foods, as quais, munidas de personagens coloridos e sorridentes, cativam clientes desde sua infância, seja por happy meals ou por parques de diversão alojados nas lanchonetes, trazendo uma sensação de falsa felicidade e dependência.

Crítica:

Mesmo sendo senso-comum que esse gênero de comida seja prejudicial à saúde, a Mc Donald’s ousou defender-se do filme argumentando que Morgan não estava a fazer exercícios físicos (o que foi desmentido pelo autor), que o aumento de seu peso foi resultado de uma grande ingestão de açúcar referente aos milk shakes e refrigerantes (igualmente desmentido) e que, seus maiores clientes – chamados Super Heavy Users – são 22% do total de frequentadores, mas, ao invés de alimentarem-se três vezes ao dia na Mc Donald’s, alimentam-se três vezes por semana.

Exagerado ou não, Super Size Me é interessante por mostrar em números o que a longo prazo pode ocorrer tanto com o corpo como a mente dos que se alimentam de fast foods. Principalmente quando se comenta que estamos de certa forma induzidos a consumir hambúrgueres e batatas – tanto pela rotina, como pelo marketing. O alerta fica aceso, pois, da mesma maneira como o cigarro hoje é cientificamente considerado um tremendo mal para a saúde, a “comida rápida” também pode vir a ser constatada como tal em um futuro próximo.
Afinal, a saída mais democrática é responsabilizar o produtor ou o consumidor? As crianças realmente são reféns da mídia ou estão maduras o suficiente para discernir entre o certo e o errado? E os adultos são tão inteligentes assim? Qual o futuro dos alimentos industrializados em geral? A culpa do capitalismo? O “X” da questão é a ganância humana? Enfim, tudo é muito relativo e carece de debates mais profundos que levem realmente a sério a imagem do ser humano (a caixa de comentários desse post será usada para essa questão).

Para fazer o download do filme via torrent, clique AQUI.

Por Italo Lins

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One thought on “Super Size Me

  1. Italo,parabéns pelo artigo pertinente à obesidade e estados mórbidos.Li outros escritos seus e posso afirmar que são inteligentes,necessários e atuais.Continue…

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