2012

Segundo historiadores, arqueólogos e geólogos responsáveis pelo profundo estudo das civilizações pré-colombianas, por volta dos dias 21 e 23 de dezembro do ano de 2012 do Calendário Gregoriano, o ciclo de longos 5.125 anos do Calendário Maia chegará ao seu desfecho.

Os Maias, que foram habitantes da Península de Lucatã (hoje, a Guatemala) até o ano de 1492, possuíam uma sociedade de cultura extremamente dinâmica, que os levou a ser um marco tanto na arquitetura, como na escrita.

Antes da entrada do colonizador espanhol, a civilização Maia estava a desenvolver um Calendário em forma de espiral. Apesar de peculiar, o formato do Calendário simbolizava a repetição de fatos como guerras ou colheitas. A ponta dessa espiral representava o fim de um ciclo, o que faz muitos intérpretes pensarem que acontecerá uma mudança radical no pensamento e no corpo dos homens. A primeira versão defende o caminho de que os homens transcenderão, já a segunda, afirma que o apocalipse está a cada dia mais próximo.

Uma das teorias do “dia do julgamento”, retrata a inversão dos polos do planeta, como visto na ilustração abaixo:

E foi nessa segunda teoria que Roland Emmerich, produtor de “Independence Day” e “Godzilla” se inspirou para produzir “2012“, um filme que daqui para 21 ou 23 de dezembro, causará pânico nas pessoas mais ingênuas ou demasiadamente apegadas à vida.

Sinopse:
Buscando raízes no mito do Calendário Maia, um cientista indiano esquadrinhou que no último mês de 2012 o alinhamento dos planetas iria acontecer, gerando uma mutação da luz solar. Mudança de elétrons essa que atacará o planeta Terra em forma de terremotos e tsunamis.

Ao saber da descoberta, um geólogo norte-americano (Chiwetel Ejiofor) alerta os principais governantes de seu país, que sabendo que nada poderia ser feito para salvar o mundo, investem junto às pessoas mais ricas em uma arca, para que lá estejam protegidos da “ira dos deuses”.

Jackson Curtis (John Cusack), um fracassado escritor de novellas, ao acreditar em um hippie que observava bases militares, tenta salvar sua família e sua vida da destruição do mundo, se dirigindo então a uma das arcas enquanto terremotos engolem as maiores metrópoles e tsunamis lavam os humanos do solo.

Crítica:

Se você assistiu ao trailer acima, muito provavelmente percebeu que ao final a mensagem de “descubra a verdade sobre 2012” foi sugerida. Bem, se você realmente quiser saber com mais detalhes sobre o fim do Calendário Maia, procure no google, em livros de história ou espere alguns dias por uma postagem mais esclarecedora aqui no Animus Mundus. Garanto a você que nesse filme você não irá notar algo além da velha megalomania norte-americana, prédios desabando e tsunamis por todos os lados.

Caso você seja adepto do estilo de direção de Roland Emmerich, “2012” pode ser responsável por longas duas horas e meia de diversão. Ser adepto ao estilo citado significa, ao meu ver, presenciar uma destruição a nível global sem precisar raciocinar sobre o que acontece, e ao chegar em casa, não precisar bater em ninguém por já ter descontado suas frustrações com seu globo ocular.

Apesar da produção gráfica estar de parabéns, há dois fatores que estragam totalmente a qualidade do filme: roteiro extremamente fraco e personagens incrivelmente “sortudos”.

A começar pelo roteiro, é inacreditável que a palavra “Maia” tenha sido citada, se muito, duas ou três vezes, deixando um assunto tão curioso e atual passar despercebido. Como visto na sinopse, quem descobre que o fim do mundo está próximo é um cientista indiano, que entrando em contato com seu amigo geólogo norte-americano, deixa os presidentes do mundo alarmados. Mas epa, que estranho, não? Será que os presidentes são figuras tão importantes ao ponto de deixarmos o futuro do planeta em suas únicas mãos?

Embora o filme ainda tente agregar valores humanitários ao ver as pessoas se salvando, mensagens como a de um dos protagonistas como “Eu passei minha adolescência lendo mais de 2.000 livros. Mas o que afinal eu consegui? Conhecimento, mas nenhuma mulher” são um tanto desencorajadoras quando você pensa em tirar algo ético do mesmo.

Em relação a “sorte dos personagens”, é incrível como simplesmente tudo acontece no último segundo, no último centímetro ou na última pessoa. Chega a ser irritante o fato de você saber que os personagens não vão morrer em dado momento, por ser tão previsível.

Tirando um pouco da conclusão do meu post de “Tiros em Columbine“, chega a ser engraçado como fatos que ocorrem em países importantes são relevantes, enquanto em outros, são insignificantes. Por exemplo, as tsunamis ocorrem praticamente todos os anos na região sul da Ásia. Então o que importa o ano de 2012 se a cada mês de julho ocorre o fim do mundo para tantos humanos?

Obs: A figura acima não faz parte do filme “2012“.

Enfim, eu aconselho que você não vá com as expectativas altas para ver “2012” porque apesar de divertido em certos pontos, o filme chega a ser extremamente entediante por ser tão superficial, previsível e irrelevante intelectualmente. Mas caso você esteja na vontade de passar uma tarde à toa, bem… não existe a opção de “devolver o dinheiro” por não ter apreciado a obra.

Para fazer o download do filme via torrent, clique AQUI.

Por Italo Lins

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3 thoughts on “2012

  1. Eu concerteza assistiria esse filme acompanhado, no mínimo, de amigos pra ficar fazendo piadas durante o filme, pra ficar mais interessante :B
    Eu esperava isso desse filme. Mas eu vejo essa produção como uma afirmação do poder gráfico que há hoje em dia. E isso é interessante até certo ponto. Eu nem vi o filme ainda e já enjoei de ver tanta coisa caindo aos pedaços.

    Ótima crítica, Italo.
    Gostei do “aliviar o estresse com os globos oculares” HEAUHAEUHAEUHUAEHUAEH

  2. É verdade, bicho.

    Eu ainda tô pra ver um filme que combine uma alta capacidade financeira para a produção do mesmo e um roteiro digno de ser assistido. É notável que os melhores filmes não possuem os melhores caches nem os investimentos necessários. Mas parece óbvio que filmes mais caros têm que vender mais, e consequentemente, tem que buscar mais público. E se é isso que querem que as pessoas gostem…

    Acho que Tarantino e Linklater são dois dos poucos que possuem uma graninha a mais e fazem bons filmes. E olhe que Tarantino já fez filmes muito fracos hehe

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