Baroness – Blue Record

1. “Bullhead’s Psalm” 1:20
2. “The Sweetest Curse” 4:31
3. “Jake Leg” 4:23
4. “Steel That Sleeps the Eye” 2:28
5. “Swollen and Halo” 6:35
6. “Ogeechee Hymnal” 2:36
7. “A Horse Called Golgotha” 5:21
8. “O’er Hell And Hide” 4:22
     9. “War, Wisdom and Rhyme” 4:26
     10. “Blackpowder Orchard” 1:01
     11. “The Gnashing” 4:18
     12. “Bullhead’s Lament” 2:59

Baroness, caso traduzido do inglês para o português, acaba sendo sinônimo de nobreza. E é nesse antro de coroação que os norte-americanos de Savannah, Georgia, lançam seu segundo LP, de nome “Blue Record”, que dá uma continuidade fotocromática ao trabalho anterior, intitulado “Red Record”. É fácil de perceber  o quão artístico o Baroness é, já que o guitarrista e vocalista John Baizley, além de ser extremamente criativo musicalmente falando, também trabalha com artes gráficas, sendo ele o responsável pelas capas de vários álbuns, encartes e camisas de bandas como Kylesa e Darkest Hour.

Das cores para a música, nós podemos perceber que o azul, na maior parte das vezes simboliza a calma, o mar, o céu. Observamos isso refletido em várias passagens do álbum como a faixa de introdução “Bullhead’s Psalm” e sua continuação ao final da gravação com “Bullhead’s Lament”. Mas não pense que o álbum é uma calmaria, pois conseguiram misturar de uma maneira espetacular as guitarras e a bateria do hardcore e post-punk, os riffs oitavados do heavy metal, o baixo distorcido do metal progressivo e os vocais do thrash metal, que unidos, dão nome ao sludge metal.

Como citado, a introdução com “Bullhead’s Psalm” é melódica, embora eu possa ir além e dizer que ela é instrumental, lembrando a época em que os alemães do Heaven Shall Burn produziam músicas clássicas, a exemplo do álbum “Antigone”. A sequência, entretando, já demonstra, à lá Las von Trier, cieneasta de renome, que o “caos reina”. “The Sweetest Curse” e “Jake Leg” – uma das mais instigantes do cd – expressam os vocais sempre gritados de uma maneira na qual a técnica de canto parece não existir e que a ordem realmente não existe. O que não significa que o álbum deixa de ser coeso – muito pelo contrário, a coesão é um dos melhores atributos do Álbum Azul.

Variando de músicas melódicas e em sua maioria instrumentais como em “Steel that Sleeps the Eye”, “Ogeechee Hymnal”, “O’er Hell and Hide” para músicas agressivas – e em até certo ponto, dançantes – como a excelente “Swollen and Halo”, “A Horse Called Golgotha” e “War, Wisdom and Rhyme”, é tranquila a percepção que o trabalho do baterista Allen Blicke, com suas viradas maravilhosas e um perfil catchy, é excelente e muito bem ritmado.

E é exatamente na faixa “A Horse Called Golgotha” – apesar do bizarríssimo vídeo clipe – que percebemos o excelente trabalho das guitarras de John Baizley e Peter Adams, que com suas seis cordas muitas vezes em estilo oitavado – mesmas notas, mas em diferentes tons – variam do leve para o pesado em poucos minutos, com o uso, inclusive, de cordas de náilon nos violões.

Mesmo sendo bastante experimental, o Baroness fez com que esta gravação fosse exemplarmente coesa, me fazendo concluir que eles conseguem ser simples quando necessário e complexos quando requisitados. Para os Sludge Metal addicteds, o “Blue Record” pode ser considerado um dos melhores lançamentos do ano de 2009.

Para acessar o myspace da banda, clique AQUI.
Para fazer o download do álbum via torrent, clique AQUI.

Por Italo Lins

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2 thoughts on “Baroness – Blue Record

  1. Hum, quando vi a capa, fiquei interessado.
    Essa capa tipicamente art-nouveauniana (neologismo foda :B) lembra fodamente uma tela de (Alphonse) Mucha – googlear, por favor. E me deixou bastante interessado – sim, eu julgo um CD pela capa. AHEUAEHUHAEUHAE

    E ainda mais, depois de ter lido a crítica, fiquei a fim não só de baixar o CD deles como o de Heaven Shall Burn que, apesar de brevemente citado, me deixou com água nos ouvidos (cacete, hoje eu toh foda -.-).

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