Schopenhauer e o Barulho

Arthur Schopenhauer (1788-1860) foi, indubitavelmente, um dos maiores pensadores da filosofia alemã não apenas no século no qual viveu (século XIX) mas em toda a história da filosofia moderna e contemporânea. Suas idéias em mixórdia pessimista e realista chegaram a influenciar artistas brilhantes de distintas áreas de trabalho, partindo da filosofia, entrando no âmbito das ciências exatas e chegando à literatura, como Friedrich Nietzche, Albert Einstein e Léon Tolstoi, respectivamente.

O trecho narrado acima foi retirado da obra “Estudos sobre o Pessimismo” do próprio Schopenhauer, e o tema do estratagema em questão trata do “barulho”. Mas não uma simples interpretação do mesmo, mas uma visão do barulho perante seus efeitos produzidos à mente de um filósofo em pleno desenvolvimento intelectual. É necessário notar, entretanto, que se alguns exemplos (como o do chicotear) são estranhamente fora de época, é porque Schopenhauer morreu há praticamente 150 anos.

Por mais que bastante interessante, achei, muitas vezes, o texto um tanto quanto preconceituoso perante os que trabalham com atividades físicas. Concordo que a intelectualidade é uma virtude, mas não há razão de se colocar em uma posição de superioridade, mesmo se tratando de um pensador distinto como Schopenhauer. Eu acredito que cada um tem uma função primordial em uma sociedade, e que se de fato fizessem suas funções com qualidade (nesse aspecto mora o problema), teríamos cidades melhores e produtivas.

Percebemos então, um pequeno olhar “inside-out” dos pensamentos de um brilhante filósofo, que embora prepotente, conseguiu ganhar meu respeito por belas idéias relacionadas à figura humana. Negrito então, que não concordo com muitos de seus pensamentos, como visto em meu texto presente, já que a diminuição da imagem humana é desnecessária (por mais que certos atos alheios sejam estúpidos) e que a perfeição está no equilíbrio (o ódio e o amor são necessários, na minha opinião).

A nível de informação, podemos notar sua influência na mente de Nietzsche quando trazemos à luz a obra “Assim Falava Zaratustra”, a qual pregava a introdução de uma super raça humana (o que, entretanto, não se confunde com o regimes totalitários como o nazismo de hipótese alguma). Completando, a música de fundo neste vídeo, não por questão de coincidência, se chama “Rheingold”, de Richard Wagner, amigo e inimigo pessoal de Friedrich Nietzsche.

Por Italo Lins

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11 thoughts on “Schopenhauer e o Barulho

  1. Putz cara, ótimo tema, sou fã de schopenhauer!

    Dito isso, devo concordar com você na parte do prepotente, no sentido opressor da palavra, mas, penso que por motivos diferentes. Schopenhauer como sabemos era um cara pessimista, acredito que a prepotência dele vem disso. Seria entranho um cara pessimista ter fé na humanidade. Schopenhauer acredita que a natureza do homem é ruim, que a felicidade é na verdade a ausência da tristeza. Tendo isso em vista, os textos dele sempre mostram uma certa raiva da humanidade, cada um mas intenso que o outro. E acho que esse é o motivo dele sempre dizer coisas como nesse vídeo:

    “Se eu estivesse no poder, já teria cortado a cabeça dessas pessoas..”

    quando ele demonstra não ter fé na humanidade, para a visão dos “otimistas”, é prepotência da parte dele. pelo menos eu penso que talvez se ele for prepotente esse seria o motivo.

    mas penso bastante igual a ele. tem pessoas que fazem barulho demais. tem gente sabendo que o barulho não é bom e mesmo assim continua a fazer. também acho que a mente é o mais importante em um homem. as vezes penso que na bíblia quando diz que “deus fez o homem a sua imagem e semelhança” quis dizer na inteligência. homens hoje em dia fazem coisas que antigamente seriam consideradas milagres.

    acredito também que a inteligência deve ser visto com uma coisa de superioridade, o intelectual vai na maioria das vezes ser superior ao ignorante, acredito piamente que o mal do mundo vem da ignorãncia, exemplos clássicos e simples disso é a discriminação, religiões que querem emburrecer a sociedade e assim por diante.

    enfim, acho melhor parar de escrever. já devo ta falando merda. mas deixo meus parabéns pelo ótimo texto, é sempre bom ser bombardeado com novas informações e pontos de vistas que não conhecíamos antes.

    ah e o blog ta massa. fazia um tempão que não entrava e já tem um monte de posts novos.

    vou dar uma conferida XD

    Abraços,
    Arthur!

  2. Ah, bom saber que curtes as idéias do teu homônimo, cara! Eu tô com um material até vasto sobre ele pra colocar no blog; janeiro meio que vai ser o mês dele, se depender de mim.

    E é uma visão plausível a tua pra justificar a prepotência dele. O que acho interessante é que principalmente os alemães possuem uma tendência à arrogância. Nietzsche, Heidegger, Schopenhauer, dentre outros.

    E é engraçado que eles vão na contra-mão no que Sócrates – um dos filósofos que me fizeram ter um dos momentos mais brilhantes de reflexão – dizia sobre “só sei que nada sei” ou que “quem se acha entendedor da verdade, nada está mais que enganado”. E que através da dialética e retórica ele trouxe a maiêutica (arte de “parir idéias”) para provar – sabiamente – que nada sabemos, ou que estamos longe de saber.

    Enfim, keep up, man!

    Abração!

  3. É complicada essa coisa da prepotência dele, e de outros, como Nietzsche, mesmo. Acredito que a justificativa que Arthur deu é corretíssima. Seria incoerente, irracional até, ele ser pessimista como ele era, e tratar os demais com humildade e igualdade.

    Entretanto, preciso concordar com Ítalo. O trabalho intelectual é, de fato, o maior e mais importante traço de superioridade da raça humana ante os demais seres viventes na Terra. Entretanto, o trabalho físico não deve, sob hipótese alguma, ser desvalorizado. Muito pelo contrário: devemos um grande respeito a eles. Acredito que um gari, por exemplo, deveria receber mais que um deputado – partindo do princípio que um deputado deveria receber muito menos -, porque toda a sociedade, toda a estrutura urbana cairia aos pedaços sem eles.

    Essa supervalorização do trabalho intelectual é muito errônea. Um pode ser superior intelectualmente a outro, mas, concerteza será inferior em algum outro aspecto da psique.

    Resumindo, eu acredito que a prepotência que eles tinham era um defeito gigântico. Entretanto, era algo que foi determinado pelas experiências deles, coisa que jamais, ninguém poderia mudar. Admiro Sócrates infinitamente pela humildade dele. Até porque, como sabemos, nem todo conhecimento válido é científico.

  4. Amo as idéias de Sócrates. Mas, ao pensar nelas, sempre é meio frustrante, por terminarmos pior do que começamos.

    Acredito verdadeiramente que trabalho físico é importante, claro, afinal não se pode deixar idéias só no pensamento, mas se alguém não pensasse em criar vassouras, até mesmo o melhor dos garis teria problemas, droga, se ninguém tivesse pensado em criar garis para se limpar as ruas, eles nem existiriam. hehe. Bem, trabalho físico é importante, mas a meu ver, importante de verdade é ter idéias. Trabalhos vem de idéias. Nada se faz sem antes pensar. E não vejo a, supervalorização do trabalho intelectual, como nosso amigo Eduardo fala, na verdade veja a falta de valor dada a ele, em uma sociedade falha em educação de qualidade, uma sociedade alienada com novelas, jonais dando noticias ridículas, quando problemas enormes estão ai, alem é claro das religiões.

    Eduardo,

    talvez você esteja falando do modo de pensar das pessoas, todos sempre dizendo que o problema do brasil é a educação, bem, tens que te lembrar que andas com intelectuais, pessoas acostumadas a encontrar desafios para a mente, pessoas que sabem a importância das idéias. Se andasses em ambientes desprovidos de uma educação digna, descobririas que a maioria só mandam os filhos para a escola, porque a novela diz que é certo.

    Talvez gari devesse ganhar mais que deputado, mas não porque o trabalho dele é mais importante, os dois trabalhos têm importâncias para a sociedade de maneira diferente. Devo chutar que o motivo de falares isso, se da ao fato de ser dificil ver deputado no Brasil trabalhando.

    Mas sobre a prepotência de Schopenhauer, não poderia ter colocado de maneira melhor. Digo isso por conta de Sócrates, Ítalo meio que me mostrou o outro lado.

    “…eles vão na contra-mão no que Sócrates…) perfeito cara, verdade. Li primeiro schopenhauer, e a impressão ficou. Quando o li, fiquei tão maravilhado que alguém pudesse expressar em palavras coisas que sentia na época, que fiquei cego. Mas acho que vou ter que re-ler as obras do velhinho!

    Por fim, continuo afirmando que, intelecto é superior a ignorância. Por vários motivos. Alem de que, como Sócrates dizia:

    “Existe penas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.”

  5. Concordo com praticamente todas as coisas que chegasse a falar, Arthur. Só não digo que foi “plenamente” simplesmente pelo fato de não ter segurança sobre o que vou falar agora:

    às vezes me pergunto se certas coisas não surgem simplesmente por algum instinto, algo à priori, ou como Kant falou, “puro”. Por exemplo, eu não sei dizer ao certo se nós aprendemos (intelectualmetne) a comer ou se comemos para manter a existência da nossa espécie.

    Mas concordei com cada virgula sobre a razão do trabalho intelectual dever ser mais valorizado, já que, de fato, nossa sociedade é alimentada por fontes extremamente ignorantes.

    Acho que a questão do trabalho físico vs trabalho intelectual é igual à questão da cultura. Cada um tem sua função, e devem ser unidos, já que – cara, eu adoro esse exemplo -, como visto em Waking Life, “100% de ação e 0% de teoria não difere muito de 100% de teoria e 0% de ação se você quiser contruir algo prestativo”, a minha adição, entretanto, é que com 0% de ação e 100% de teoria você erra por omissão, e o oposto, por ação. Ou seja, a falta de união entre ambos é um erro.

  6. Veja bem.
    Eu não disse que o trabalho intelectual é sub ou supervalorizado frente à nossa sociedade. Eu me referia como Schopenhauer tratou isso, como é visto no vídeo.

    Na nossa, sociedade, claro, que é necessário valorizar a atividade intelectual. Entenda: na condição atual da sociedade – e muito mais na sociedade da época de Schops -, é PRECISO que existam trabalhadores manuais e trabalhadores intelectuais. Entretanto, como disse, o trabalho intelectual é o que diferencia o ser humano dos demais seres viventes da Terra.

    Suponhamos, então, uma sociedade ideal. Como a sociedade proposta pelo Venus Project do Zeitgeist. Naquela situação, sim, todos os trabalhos manuais necessários para a organização pacífica da sociedade seriam feitos por máquinas e robôs. Todos os seres humanos utilizariam suas capacidades intelectuais e criativas em prol dos outros homens. Isso seria, dar o verdadeiro valor à força intelectual e à capacidade criativa que cada ser humano carrega consigo.

    Arthur,
    Sim, quando falei a coisa do deputado, pensei na situação real do Brasil, e mais ainda de Recife. Entretanto, numa situação hipotética, ambos deveriam ganhar igualmente, ao meu ver, já que ambos prestam serviços igualmente importantes e necessários para a sociedade. Não seríamos capazes de nos organizar em uma cidade se não houvessem vereadores ou garis.

    Não sei se me fiz claro, mas, bem, qualquer coisa, há sempre espaço para discussões.

  7. Hehe, ao reler essa discursão percebi que ficou faltando algo, se concordo ou não com Eduardo, depois dele se espressar nesse lindo comentário!
    Bem pros leitores que não sabem, nós somos amigos, por isso essa discursão foi terminada fora do ambiente do blog, em uma cerveja filosófica!

    Quero que saibam que concordei com ele sim, e depois de pensarmos um pouco chegamos a uma conclusão muito simples para o motivo do gari ganhar menos que um deputado, motivo esse que se mostra como causador de vários outros problemas da sociedade, o mercado de trabalho, onde existem muito mais pessoas qualificadas a se tornarem garis que deputados. Mostrando como vigora a Lei da Procura e da Oferta. Mostrando também o descaso desse país com a educação.

    Sonhamos com essa sociedade Venus Project, alcançada somente com educação. Dando as pessoas conhecimento e pensamento critico, para lutar pelas PEQUENAS putarias que acontecem nesse país. Somos o povo que mais paga imposto na terra, como diabos não somos povo de primeiro mundo. De quem é a culpa? Qual o motivo de tanta coisa errada? Deve ter algum culpado…

    Claro que uns são mais culpados que os outros(por uns digo, politicos), mas se quer saber mesmo quem são os culpados, deveriam apenas olhar em um espelho.

    Se ainda fôssemos aquela juventude guerreira que pintava a cara para mudar o país, que discutia política ao invés de escutar calypso, faríamos algo. Consigo imaginar uma mutidão de jovens munidos de seus narizes de palhaços protestando. Porque é isso que somos, é isso que aturamos ser. Sem medo de sermos barrados, protestaríamos.

  8. Na verdade, quase uma “cerveja” filosófica, né? ficou mais pra um filme-café-lanchote filosófico, mas deu pra sacar EAIOHEOAIHEAIU

    Mas de fato, Arthur, é como uma bela vez ouvi de um professor – que dessa vez foi feliz em suas palavras: “o que é carnaval? 1 milhão de pessoas dançando, bebendo e pulando. agora pensem comigo, imaginem 1 milhão de pessoas marchando frente ao palácio do governador pra reivindicar nossos direitos? não teria UM governante que não tremeria”.

    E, pra resumir em poucas palavras, falta isso:

    1° antes de tudo, educação.
    2° com as idéias na mão, atitude.

    E voltando ao que Eduardo falou, de fato, o que ele quis dizer foi em relação à nossa realidade. Um gari realmente “sua mais a camisa” que um deputado – cuja câmara, em sua maioria, só faz mamar o dinheiro público.

    Assunto longo e bom pra ser discutido ainda.

  9. Caro Italo Lins, me permita a minha observação sobre o seu comentário. Acho que você está sendo muito ingênuo de achar que Shopenhauer estava incomodado com o barulho do estalo de um chicoteamento literalmente falando.
    Shopenhauer está fazendo uma reclamação dos moralistas. Shopenhauer está falando da moral e fazendo uma reclamação da mesma. Chicoteamento seriam pessoas dizendo para você o que deve fazer ou deixar fazer, pq se nao fizer vai acontecer isso, vai acontecer aquilo etc. Isto é chicoteamento. Voces podem reparar tb que ele fala que isso nao adianta nada pois o cavalo só de ouvir o chicoteamento ele corre. Ou seja isso seriam as pessoas seguindo as regras que a sociedade impõe automaticamente pois já foram muito chicoteadas. Ele tb fala que o barulho de crianca chorando e latido de cachorro sao insuportaveis. Ou seja, a criança chorando são as pessoas que quando vc faz alguma coisa de diferente chega para vc fazendo dramalhão dizendo algo como “EU NAO ACREDITO Q VC FEZ ISSO! VC FOI CAPAZ DE FAZER ISSO?!?!” e cachorro latindo são as bobagens sem tamanho que nós vemos por ai. Por ex: Big Brother seria cachorro latindo. Shopenhauer não era ingenuo de se achar superior, ele fez arte com as palavras neste texto e ele com certeza tinha consciencia da sua propria insignificancia.
    Abraços!

  10. Rodrigo, eu queria saldar sua presença no blog ao som de batidas de palmas – o que chega a ser irônico, dado o título do texto. Mas que bela interpretação!

    Gostaria primeiramente de esclarecer que o texto traduz as minhas idéias – que podem ser aceitas ou não – mas que na verdade, a vontade é de fazer com que os assuntos postados sejam questionados. Sempre tento me informar e trazer os melhores materiais para postar no blog, para que através de comentários sensacionais feito o seu, nós possamos aumentar o nosso conhecimento e a nossa sabedoria.

    Sua interpretação foi bastante bela, mas creio que nós estamos nos deparando com uma situação de ambiguidade. Se proposital ou não, isso é vago, já que a interpretação varia para cada indivíduo. Mas sim, de fato ela se encaixa e torna-se extremamente plausível, meus parabéns.

    Mas então torno-me a questionar-lhe, se é que isso é de algum valor: você acha, de fato, que Schopenhauer não se achava superior? O próprio emprego do termo “bípedes” para se referir aos homens tem um quê de desdém, senão de desprezo.

    Gostaria de saber sua interpretação de volta.

    Um abraço e obrigado pelo comentário!

  11. Caro Italo Lins, obrigado pelo comentário. Shopenhauer foi um grande filósofo e um grande pensador. Não devemos simplesmente tentar entender o que ele quer dizer fazendo interpretações literais do que ele diz. Os textos de Shopenhauer são textos metafísicos que precisa de uma certa preparação para entende-los. Ele não está preocupado com o que as pessoas em geral estão preocupadas. Um grande filósofo jamais pode ser um grande filósofo se achando superior. Se achar superior é viver em uma ilusão onde nenhum grande pensamento como o dele poderá desfrutar. Ele como Nietzsche, “parecem” se achar superiores. Mas é exatamente o contrário. Eles tinham plena consciencia da própria insignificancia e estes termos “pesados” para definir o outro são pelo simples fato deles dos OUTROS acharem superiores, dos OUTROS acharem que podem num ambiente que é tão facil perceber a propria insignificancia. O próprio Shopenhauer escreveu texto nos quais pessoas que não entendem de filosofia diz que ele era deprimido etc, quando ele dizia que o homem não pode ajudar, que enquanto tenta-se ajudar, outro está sofrendo, ajuda é impossível, vida é guerra, etc etc. Não dá para resumir tudo mas eu posso dizer que ele na verdade tenta dizer que nós não podemos fazer o que queremos, e aceitarmos a nossa condição de não poder, e viver feliz. Outro exemplo que eu posso te dar como argumento que esses filosofos de maneira NENHUMA se achavam superiores, é o Nietzsche explicando o nascimento do nazismo. Ele fala justamente como nasce o sentimento de se achar superior. Resumindo, ele diz que quem se acha superior, cria uma expectativa de aprovação do outro para manter a “superioridade” ou seja, ele precisa do outro para manter o seu status q ele inventou, e no fundo o indivíduo que se acha superior, se despreza. Ou seja, ele consegue mostrar de forma muito clara que os nazistas no fundo tinham complexo de inferioridade. E mais uma vez neste texto sobre o nazismos pessoas sem conhecimento nenhum sobre filosofia interpretam esse texto de Nietzsche como ele sendo um nazisma, uma insanidade.
    Isso tudo é muito abrangente e o que eu disse aqui não é nem 0,000001% do que esses filósofos diziam.
    Para terminar escrevi uma frase resumindo tudo isso:
    “Os sábios não tem dúvidas pois não tem certezas.”

    Abraços!

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