O Limite entre Convicção e Loucura

Estava pensando.
Acreditar é o que importa. Para usar um exemplo extremo: para quem acredita em Deus, Deus existe. Entretanto, é loucura – idiotice, talvez – deixar tudo ‘nas mãos de Deus’. Mas, ora, se alguém que acredita veementemente em Deus, deixa tudo nas mãos Dele, teoricamente, Ele existe e vai cuidar de tudo.
O mesmo vale para nossas convicções – não seria religião uma convicção? – e relações entre as pessoas. Cada um de nós vive ‘uma realidade’ diferente, já que a realidade é aquilo que nós percebemos, e, claro, todos percebemos de maneiras diferentes. Logo, todos somos loucos em algum grau.
Então, qualquer coisa que nos altere a percepção – há uma percepção ‘normal’? – é um alucinógeno, um acesso de loucura, um paralelismo ao universo ‘real’. Qualquer sentimento, qualquer sensação, até mesmo o humor que você está sentindo agora é, em algum nível, loucura.
“Ou a própria Tia Flora, quem pode provar que não?” Ora, para Caio, aquela estrela era Tia Flora. E qualquer um que dissesse que não era, poderia acreditar que não fosse, mas isso, para Caio, não importava. Ele tinha fé, e acreditava. Como em “À Procura da Felicidade”, todos diriam que o personagem de Will Smith era louco, por tentar coisas tão improváveis, mas não. Ele estava certo em fazer cada uma daquelas coisas.
Até que ponto nós devemos nos ater a nossas próprias crenças, e esquecer o que o resto do mundo acha? Até que ponto nós devemos ignorar a pressão social, e fazer revoluções – por menores que sejam – em nossas vidas? A pressão social é exatamente ‘o chamado da realidade’. O coletivo lhe privando da individualidade, fazendo com que você aja como eles.
Advertisements