H.P. Lovecraft – Existência, Desespero e Cinismo

“O medo é a emoção mais antiga e forte da humanidade… 

… e o tipo mais antigo e forte de medo é o medo do desconhecido.”

– H. P. Lovecraft

Quando eu era uma criança, entre os meus 8 e 12 anos, o medo do oceano me consumia. As razões para tanto eram duas, sendo a primeira a minha inabilidade em nadar – o que me deixaria à mercê do movimento das ondas -, e a segunda o meu receio de que em águas profundas habitassem criaturas assombrosas que pudessem emergir e destruir a minha cidade – sim, Godzilla style. Digo que o meu medo durou até os 12 anos porque foi com essa idade que eu fui matriculado em aulas de natação e tive a minha primeira lição de biologia marinha, o que me dava a sensação de que tais temores eram não apenas irracionais, mas também frutos da minha inexperiência. Assim, a técnica e o conhecimento científico afastaram o meu pavor do oceano.

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Monólogos intercalados

Diálogo: dois monólogos intercalados

(Mário Quintana)

skjasfas

Daniel Galera, escritor contemporâneo brasileiro, em cujos romances nunca repousei os olhos demoradamente, disse em uma entrevista a que eu assistia que é muito difícil construir diálogos interessantes em literatura. Um diálogo, ele explicou, não pode ser escrito mecanicamente – com perguntas e respostas diretas –, porque não é assim que acontece na vida. Aquilo ficou comigo e me lembrou a epígrafe do post, de Mário Quintana, que li despretensiosamente certo dia… mas isso já é outra história.

Desde então, me ponho a observar os diálogos de terceiros e quartos com curiosidade, e embora eu queira provar Quintana errado, isso tem se mostrado bem difícil.

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Retorno do blog

Não quero nem pensar no que tem acontecido desde que postei da última vez aqui. Muito menos desde a última vez em que escrevi um texto exclusivamente para cá. Muitas coisas mudaram, isso é fato; mas quantas coisas de fato mudaram? Não, não quero realmente pensar na minha vida nos últimos 2 ou 4 anos, mas as circunstâncias nos trouxeram novamente até aqui e aqui estaremos para continuar a escrever e trocar ideias.

Minha proposta é um pouco diferente da nova coluna de Italo; pretendo não usar muito algum autor específico, mas apenas registrar qualquer traço de experiência que eu possa ter ou imagine que faça sentido naquele momento. Portanto, não me dêem ouvidos.