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Se me perguntassem, diria que minha vida já foi vida. Nasci, cresci, vivi, amadureci, envelheci e morri em poucos anos. Hoje, não vivo mais a não ser como um cadáver ambulante sem propósito. E isso só se constitui sentido por mero acaso da consciência, que, de novo me pesa.

Mas ninguém pergunta, por isso escrevo. Por que haveriam de perguntar? Se sou somente quando não estou em mim, daria-lhes, então, simplesmente a resposta que ouviriam de si, e que não se faz necessário nem se deve ser articulada em som. Há coisas que somente devem ser escritas.

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