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Esvaecer-se. Diluir-se em vapor ou plasma etéreo. Sentir fluir-se sem fim, para além da física, mas de pura sensação.

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O corpo não é nada, mero pedaço de carne ambulante, cadávares ambulantes que vagueiam. O corpo é tudo, agrupa o sensual, faz existir. Paradoxo e ironia, o tudo que faz ser é aquilo que deve ser transcendido. Ver beleza nas tentativas fracassadas, contemplar humanamente o esforço inútil. A própria qualidade de ser humano tem um pé afundado na lama e o outro numa nuvem branca de um dia de sol, sem peso e sem concretude. Só se está se está com o corpo, mas sem o corpo é possível vaguear universos. Como se. As duas palavras mais importantes da língua portuguesa. Juntas, sintetizam o que é ser humano. É e não é; é como se fosse. O ser humano é-se tanto pelo que é quanto como se fosse. Ser e não ser, eis a questão.

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