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Não sei o que me traz até aqui. Às vezes, parece uma âncora acorrentada nos meus pés, às vezes, parece que uma mão invisível controla minha cabeça. De qualquer maneira, o que eu faço me torna o que eu sou, e são nesses momentos que alguém pode descobrir quem é. Eventualmente, descubro como sou, mas preferia permanecer alheio a mim. Alheio a tudo. Não encontro o que gostaria. Em vez de palácio, esgoto. Em vez do céu, a chuva. Pesam-me os olhos e os ombros com o peso das angústias do mundo todo, e por nada. Quem me dera alhear-me de mim.

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