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Ponho palavra depois de palavra depois de palavra de palavra depois de, escavando um sentido qualquer para a consciência. Não há. Nessas horas, em que o cansaço assume. Não há nada que se assemelhe a um sentido. Se pensa, nào há sentido. Se se faz necesário sentido, abandona. A vida é apenas quando falta sentido. É-se apenas. Vagueio parado. Estaciono o corpo enquanto voa a consciência. Perde-te. Vai-te. Não te quero mais. Nego-te. Renego-te. Rerrenego-te. Quero ver se te vais. Sem consciência, simplesmente seria. Não há tempo nem necessidade de pensar quando é-se. Pergunta a uma planta, se ela conjectura possibilidades metafísicas. Pergunta ao indivíduo  que banqueteia, que goza, que flui e escorre e se leva, é deixado levar, pergunta a ele o que pensa da metafísica. Não há filosofia, nem arte, nem literatura, há apenas. Leva-me a consciência. Deixa-me pleno.

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