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Eu não vivo. Eu assisto a mim viver. Para mim, eu sou tão objeto quanto para os outros, com a inútil diferença que preciso assistir a mim de uma única perspectiva. Quando há, não ajo, apenas me olho com desprezo a agir. Não sou jamais o sujeito de minha própria vida, mas apenas objeto do acaso; sou-me apenas sujeito passivo de mim mesmo. A linguagem é a única que me entende, porque a vomito pura. Não há realidade na palavra para que fique corrompida. Há apenas abstração e metafísica, as coisas belas que o real podre jamais poderia tocar.

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