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As palavras não dão conta do sentimento, mas jamais foi para isso que elas foram criadas. Palavras são objetos esculpidos de ar, ao qual somos todos cegos, mas tateamos com a alma; por isso elas podem ser pura sensação. A palavra é o absurdo, é o confronto do indivíduo com o outro, a partir da impossibilidade de suas almas se tocarem. O tato, não a audição ou a visão, é o sentido fundamental das palavras – não o tato da ponta dos dedos, mas o do fundo da alma. A sensibilidade é da topografia, de sentir os relevos e nuances da paisagem interior de si próprio, a partir do mapa exibido pelas palavras.

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