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ingrid

Acordo com sono. De novo. Ao meu redor, desinteresse. Não sinto que devo seguir; se os ombros pesam tanto, qual o sentido de ficar em pé? Antes me mantivesse deitado e que esse peso esmagasse-me o tórax, aproximando pulmão e átrio e artéria e ventrículo e veia e válvula. Tudo próximo, para que se esquentassem no frio. Esse frio que nunca senti. Talvez nunca tenha sentido nada, realmente.

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