(56)

ingrid

Acordo com sono. De novo. Ao meu redor, desinteresse. Não sinto que devo seguir; se os ombros pesam tanto, qual o sentido de ficar em pé? Antes me mantivesse deitado e que esse peso esmagasse-me o tórax, aproximando pulmão e átrio e artéria e ventrículo e veia e válvula. Tudo próximo, para que se esquentassem no frio. Esse frio que nunca senti. Talvez nunca tenha sentido nada, realmente.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s